19/12/2015

O meu 1º emprego


Em agosto deste ano consegui o meu primeiro emprego. Já estava com a ideia de arranjar um emprego há imenso tempo, pois queria ter alguma independência económica para comprar as minhas coisas, e finalmente consegui um, em telemarketing. E hoje decidi contar-vos um pouco da minha pequena jornada nesta nova fase da minha vida. Não vou mencionar o nome das empresas porque acho que não vale a pena (apesar de não ser difícil descobrir quais são), e esse não é o foco do post.

Como consegui o emprego?
Bem basicamente, procurei por ofertas de emprego disponíveis na Internet. Existem bastantes! Selecionei os que mais me interessavam (em termos de cargo, local, horários e remuneração) e enviei o meu CV (Curriculum Vitae, ou simplesmente currículo). Podem baixar um modelo de CV no site da Europass e editar no Word (sintam-se livres para apagar os campos que não vos interessam).

Consegui 3 entrevistas de emprego. Mas calma, não pensem que me saiu a sorte grande, que foi um mar de rosas e que era tudo lindo e maravilhoso! A primeira oferta de emprego que eu aceitei correu mal, porque me desentendi logo no primeiro dia de formação com aquele que viria a ser o meu chefe. Eu sei, vocês devem estar a pensar "Sandra, és louca? A discutir com o teu futuro chefe??" Mas é que foi uma situação complicada e ele foi muito arrogante, não consegui ficar calada (mas não se preocupem que eu não fui mal educada, nem nada do género, mas respondi-lhe à letra). Resultado, no dia seguinte já não pus lá os pés. Na altura fiquei mesmo chateada, achava que nunca mais ia arranjar outro emprego (eu tinha passado na entrevista e estava nas nuvens quando soube), mas a frustração até serviu para alguma coisa, porque consegui uma entrevista de emprego (a terceira portanto) logo no dia a seguir, e bem mais perto de minha casa. Quanto à segunda entrevista, acabei por não aceitar, não gostei muito do ambiente de trabalho.

A entrevista
Há várias coisas importantes a reter quando se vai a uma entrevista de emprego: vestuário, postura, pontualidade... São alguns dos aspetos mais importantes. É importante causar uma boa primeira impressão, pois ela poderá ser determinante na seleção. Por exemplo, a roupa que nós, estudantes usamos até mesmo para ir para a escola pode não ser apropriada para a empresa a que se estão a candidatar. Lembro-me de na primeira formação que tive, o formador ter embirrado com um rapaz que lá estava, pois a sua apresentação não era a melhor para representar a empresa. Calções de ganga, manga cava, piercings… “Quando te vi passar pela porta pensei duas vezes se devia mandar-te sair ou não.”, disse o formador. Não que eu concorde com essa história de o uso de piercings e o facto de ter tatuagens ainda sejam um impedimento para se conseguir um emprego, mas tudo bem. TUDO BEM. Adiante.

As minhas entrevistas de emprego foram todas normais e muito semelhantes. Confesso que fiquei super nervosa no dia anterior à minha primeira entrevista. Fiquei com receio de ficar sem resposta para uma das perguntas, ou tropeçar muito nas palavras e estragar tudo. Mas felizmente não aconteceu! Antes da entrevista, davam-me sempre uma ficha para preencher com dados e informações básicas. As perguntas eram simples, do tipo porque estou á procura de emprego, se estou a estudar, ou pediam-me para me definir em 3 palavras. Depois davam-me uma explicação breve sobre como funcionava a empresa, qual o cargo que eu desempenharia, e como funcionaria a remuneração. Nada de mais.

Chegar a horas a uma entrevista é fundamental. Ninguém vai querer contratar uma pessoa que chega ao emprego 10, 15, ou 30 minutos depois da hora definida, por isso deixem bem claro que são responsáveis. Eu tive sempre essa preocupação, principalmente porque nunca sabia ao certo onde ficavam os escritórios e porque o meu sentido de orientação é um fiasco. Consoante a distancia da minha casa até ao local, saía sempre uma meia hora antes da hora que era suposto eu sair de casa, para evitar imprevistos que pusessem tudo em jogo.


No emprego
Trabalhar foi uma experiência completamente nova para mim. Uma outra realidade, definitivamente. Não foi 5 estrelas, mas é uma lição que eu levo para a vida, e para os futuros empregos que possa vir a ter no futuro.

Tive de aprender a separar o profissional de pessoal e não levar tudo a peito, ser mais responsável, mudar prioridades, lidar com todo o tipo de feitios e tive de deixar a timidez de lado, pelo menos, grande parte dela.

Como vos disse no início, trabalhei numa empresa de telemarketing, ou seja, tinha que entrar em contato com possíveis clientes por chamada telefónica, e nem sempre era agradável ouvir o pessoal do outro lado da linha, o que podia ser muito stressante em alguns dias.

Acabei por abandonar o emprego, pois não estava a dar o retorno que eu esperava, e assim não valia a pena chegar cansada a casa  todas as noites, para no dia seguinte ter aulas às 8h ou as 10h da manhã. Até o blog foi afetado, infelizmente. Foi difícil organizar o meu tempo, com tanta coisa a acontecer! 

Se me arrependo? Não! Como eu disse, foi uma experiência que de certa forma me ajudou a crescer mais um pouco. 



Alguém aí trabalha, já trabalhou? Como foi o vosso primeiro emprego? O que aprenderam com isso? Contem-me tudo! xx



18 comentários :

  1. gostei bastante do teu post e tens muita razão no que dizes, ajuda bastante a crescer. O meu primeiro emprego também foi em telemarketing (jurei para nunca mais ahah) mas apenas durante um verão para me ambientar ao ritmo de trabalho etc só no ano seguinte arrisquei trabalhar e estudar, custou mas tambem desisti e dei prioridade aos estudos devido ao retorno que tinha portanto compreendo te bastante bem. Mas pensa positivo, já é um começo e o dificil é começar depois fica sempre tudo bem :D

    beijinhos e parabens pela nova barreira ultrapassada :D
    girlygirlsthinkpink.blogspot.com

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    1. Eu também juro para nunca mais trabalhar em telemarketing, é horrível :\
      E tens razão, no começo é díficil, mas depois habitua-se, agora só tenho de encontrar um emprego melhor e mais estável que o primeiro, eheh
      Bjkksss Jéssica :)

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  2. Posso parecer um bocado maluca, mas sinceramente é algo que adoraria experienciar. Ter um emprego, mesmo que só no verão, ter horários, ter responsabilidades, e ter alguma independência financeira... infelizmente em Portugal isso só é possível a partir da maioridade, e por isso ainda tenho que esperar uns aninhos.. (tenho atualmente 15). Mas gostei bastante do teu post :)

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    1. Não és nada maluca, é de admirar a tua vontade de começar a trabalhar, porque nem todos os jovens têm essa preocupação. E nem o digo pelo facto de necessidades e assim, mas pelo facto de amadureceres e ganhares experiência profissional com isso! Mas tu ainda tens imenso tempo, ainda te faltam alguns anos para começares a trabalhar xD bjs :)

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  3. Já tive vários empregos...desde cabeleireiros, a restaurantes e cafés, passando por fábricas...até já fui monitora num centro de desporto ahah. Quanto à experiência, o que acabei por concluir é que eu (definitivamente) não sirvo para trabalhar "face to face" com as pessoas, não por vergonha, mas sim por falta de paciência para lidar com maus feitios e faltas de educação (o que acontece muito em restaurantes e cafés) e, muitas vezes, até piropos. Enfim. Onde me dei melhor foi na fábrica, onde fazia o meu trabalho sem ninguém me chatear, e sem eu chatear os outros. Já como monitora, o trabalho foi completamente diferente, muita responsabilidade em cima de mim. Cheguei a estar sozinha (com 16 anos) a tomar conta de 24 crianças (entre 4 a 12 anos) na praia....ufa!

    Gostei bastante do teu post. Realmente, o vestuário e a pontualidade são coisas que podem decidir o futuro num trabalho, seja ele qual for.

    (desculpa o meu comentário gigante)

    Beijinhos,
    http://araparigadocomboio.blogspot.pt/

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    1. Wow, tens um rico curriculo, já fizeste 30 por uma linha! Eheh

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  4. Nunca trabalhei, mas foi com muito interesse que li este teu post e soube um pouco da tua experiência no mundo do trabalho. Sempre soube que futuramente é importante ter um.bom CV e faço tenção de o ter quando chegar a minha altura de procurar emprego. Sou pontual, aliás odeio chegar atrasada a algo, fico muito chateada comigo mesma quando isso acontece e sou da opinião que uma empresa nunca vai contratar alguém que chegue atrasada logo na entrevista de emprego. Beijinhos.

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    1. Também sou bastante pontual (embora ultimamente tenha falhado com a minha palavras D:), odeio chegar atrasada a compromissos! E tens razão, ninguém vai contratar alguém que chega atrasado logo a uma entrevista de emprego, é uma carta fora do baralho logo!

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  5. Comecei a trabalhar no meu primeiro emprego, em part-time, no dia 1 de Outubro, precisamente. Apesar da remuneração não ser a melhor, o ambiente é tão, mas tão espectacular que não consegues imaginar. Eu tenho a minha família que trabalha e amigos também, e nunca ninguém me contou sobre um ambiente tão bom como o que eu tenho, até a minha chefe não parece nossa chefe de tão dada que é. Adoro e sei que logo como primeiro emprego, foi o melhor sítio que podia ter arranjado. Suponho que trabalhaste num sítio à comissão e por isso não dava retorno, não? Por acaso, um dos critérios que tive quando comecei à procura, era não trabalhar à comissão, pois nos dias e tempos de hoje, é praticamente trabalhar para aquecer.

    Beijinhos,
    Catarina Gomes | Cenas Duma Rapariga Complicada

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    1. Tens razão, trabalhei num sítio á comissão, e por isso não correu bem! Mas eu gostava bastante do meu ambiente de trabalho por acaso, tinha um senão aqui e ali, mas acho que nesse aspeto até tive sorte, eheh. E ainda bem que a tua experiência foi boa Cat!

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  6. Dia 16 desse mês foi a minha primeira entrevista de emprego, o emprego que eu tanto quero justamente por desejar a minha independência financeira e por também estar precisando daquele salário. Fiquei super nervosa e com uma crise enorme de ansiedade, no dia antes da entrevista e no mesmo dia. Cheguei lá antes do horário marcado, bem apresentável, essas coisas...
    Mas eu acho que fui um fiasco, sai de lá derrotada, pra baixo e pensando "já era a minha chance". Não acho que fui bem, travei nas respostas, minha timidez e o nervosismo acabaram me atrapalhando e percebi no olhar na entrevistadora que não foi uma boa entrevista. Enfim, me deram um prazo de 15 dias para retornarem o contato para falar se fui ou não aprovada na entrevista e se trabalharei, desde então estou ansiosa, pra baixo, com medo de realmente ter perdido essa oportunidade! :/
    Simples Bella

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    1. Não te sintas mal Nanda, é sempre díficil no começo para alguns (eu incluo-me nesses "alguns" ahah), mas se não der certo com esse, hás de ser bem sucedida num outro emprego. Pensa assim, agora já sabes mais ou menos como é, e da próxima vez já não estarás tão nervosa. Além disso, calma, ainda faltam alguns dias, até podem ligar-te a anunciar que foste seleccionada! Pensa positivo linda, bjks :)

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  7. trabalhei neste verão numa loja de roupa num centro comercial, vou tentar nunca mais voltar a repetir a experiência, gostei de estar em contacto com o público mas o pior foi o ambiente de trabalho, ia todos os dias desgastada e sai chateada com alguma coisa, gostei do post ainda bem que s tua experiência foi diferente da minha, beijinhos
    Abelezados20.blogspot.pt

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    1. Oh a sério? Eu sempre quis trabalhar numa loja de roupa, pois adoro o ambiente de trabalho xD, que pena a tua experiência não ter corrido bem, espero que consigas um emprego bem melhor futuramente!

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  8. Oi! Sou do Brasil e adorei seu post. Por aqui também acontece muito de alguém não conseguir emprego por causa de piercings e tatuagens, algo que acho totalmente injusto! Ainda não fiz nenhuma entrevista de emprego (na verdade, estou pensando em procurar meu primeiro emprego em 2016), mas seu texto me inspirou muito! Adorei seu blog e já estou seguindo. Um beijo!
    Thaís na Cidade

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    1. É triste e ridículo definirem a competência de alguém pela aparência, enfim! Boa sorte, e muito obrigada linda, bjks :)

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  9. Tive meu primeiro emprego aos 17 anos, um estagio de um ano logo depois a empresa me convidou para continuar trabalhando e amei sabe, senti que dei o primeiro passo para minha liberdade, não so financeira. Passei dois anos e 6 meses até que comecei a faculdade no meio desse ano. Confesso que gostava do emprego,mas nao amava e nao era algo que gostaria de passar minha vida toda.

    http://garotadosuburbio.blogspot.com.br/

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    1. Entendo perfeitamente Su, mas ainda bem que tiveste essa sorte! :)

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